Higienização e limpeza são fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar animal

 

Apesar de ser rotineira, a ordenha é uma prática que exige atenção em cada vez que é realizada, pois dependendo das condições de execução ela proporcionará a obtenção de maior quantidade e qualidade do produto final: o leite.

Esse é o momento em que a vaca dará o retorno de todo o investimento, portanto os cuidados de higiene devem ser intensos e cumpridos com rigidez, para que os gastos sejam os menores possíveis, reduzindo os prejuízos e maximizando o lucro.

Neste processo de pré-ordenha, o ordenhador é considerado o elo mais importante e somente ele poderá garantir uma ordenha higiênica, silenciosa, tranquila, rápida e profunda. As vacas ao serem ordenhadas devem seguir um processo mais rotineiro possível, evitando constantes alterações capazes de causar estresse aos animais, por exemplo, mudança de local da ordenha, presença de animais estranhos no ambiente, horários variáveis de ordenha, entre outras, pois estas situações promoverão a liberação de adrenalina no organismo da vaca, dificultando a descida do leite.

Vale ressaltar que a ordenha deve ser contínua e qualquer interrupção causa queda na produção, podendo prejudicar o animal caso essas interrupções sejam frequentes, porque este leite ficará acumulado na glândula mamária servindo de meio de cultura para o desenvolvimento de bactérias patogênicas causadoras da Mastite.

Os benefícios de uma boa ordenha são diversos, desde o aumento na produção, melhora na qualidade do leite e redução com gastos em medicamentos, mão-de-obra e assistência veterinária são alguns deles.

Mas você sabe quais são os procedimentos fundamentais para ter sucesso na ordenha? Dá uma olhada nestas dicas de como realizar pré-dipping eficiente!

Agora você já sabe como realizar um pré-dipping eficiente, mas sabe no que este processo impacta na sua produção?

O pré-dipping nada mais é do que a desinfecção dos tetos animal antes da ordenha, com o objetivo de retirar a sujidade e reduzir o número de bactérias presentes na pele ao máximo. Essa prática é uma importante medida de controle da mastite ambiental, pois é capaz de eliminar bactérias oriundas do ambiente que ficam aderidas à superfície dos tetos, evitando que penetrem nos quartos mamários durante a ordena e desenvolva um quadro de mastite. Em adição, um correto pré-dipping (tempo e estímulos) favorece a descida do leite e, consequentemente, a velocidade de extração e a quantidade final de leite.

 

 

Em relação à qualidade do leite, a realização correta do pré-dipping pode reduzir em até 80% a contagem bacteriana total do leite. Isso significa que boa parte do índice de CBT pode ser melhorado apenas com a realização de um pré-dipping eficaz.

Para manter ou minimizar a perda da eficácia dos antissépticos utilizados nessa etapa, os famosos produtos de pré-dipping, são necessários alguns cuidados:

Correto armazenamento: os produtos devem ser armazenados em local limpo, fresco, seco e ao abrigo do sol. Deixar o produto sob luz direta intensa ou ao lado de fontes de calor, como motores, aumenta a temperatura do produto, reduzindo sua estabilidade química e reduzindo seu poder desinfetante. A falta de tampa e/ou vedação nos recipientes de alguns produtos voláteis também prejudicará sua eficácia, muitas vezes reduzindo sua vida útil;

Prazo de validade: evite utilizar produtos com prazos de validade ultrapassados;

Condições do ambiente: vacas que ficam com os tetos muito sujos devido à presença de substâncias orgânicas (esterco, lama, barro, cama) no ambiente de permanência durante os períodos entre ordenhas exigem produtos mais eficientes e resistentes à matéria orgânica. Produtos clorados, por exemplo, são altamente sensíveis à presença de matéria orgânica, perdendo sua eficiência;

Diluição dos produtos em água: a grande maioria dos produtos são vendidos pronto para uso, sem necessidade de diluição. Diluir esses produtos irá reduzir seu poder de limpeza e desinfecção, abrindo espaço para infecções e aumento da CBT. É uma economia que sairá caro no final. Caso utilize um produto feito para diluição realmente, atente quanto às recomendações do fabricante e a qualidade da água, como alcalinidade, dureza e teor de matéria orgânica. Dependendo do princípio ativo, alguns desses parâmetros precisam ser garantidos em níveis adequados;

Correta aplicação do produto: todo o teto deve ser submerso no produto. A cobertura parcial do teto permitirá que patógenos continuem presentes no teto, contaminando o teto durante a ordenha;

Frascos sem retorno: recipientes sem retorno evitam a contaminação da solução que ainda não foi utilizada;

Higienização dos frascos: os frascos devem ser esvaziados e limpos sempre após cada ordenha ou, caso se contaminem, durante o processo de ordenha. Toda a sujidade e microrganismos que se acumulam gradualmente no copo aplicado a cada utilização vão consumindo e inibindo a ação do desinfetante. Assim, as novas aplicações perderão eficácia;

Integridade da pele e ação cosmética: por último, mas altamente importante, a integridade da pele do teto é fundamental na prevenção de mastites. A presença de lesões nos tetos, mesmos leves rachaduras, podem impedir a ação do antisséptico em toda a superfície da pele, pois a área lesionada protege as bactérias contra a ação produto. Por isso a utilização de produtos que promovam saúde da pele com componentes químicos de ação cosmética é tão importante. A manutenção periódica da ordenhadeira também é crucial para evitar lesões nos tetos.

 

Agora que você já sabe quais são as etapas primordiais para garantir uma ordenha de sucesso e porque é importante realizar um bom pré-dipping, vem conhecer uma linha de qualidade premium e garantir os produtos ideais para higienização. Clique aqui e saiba mais!