A Cetose é um dos principais distúrbios metabólicos que afeta o gado leiteiro no período de transição

Caracterizada pela perda de peso, falta de apetite, diminuição da produção de leite e anormalidades neurológicas, sinais frequentemente observados durante as três primeiras semanas de lactação, a cetose é uma doença metabólica que intimamente relacionada com o balanço energético negativo das vacas leiteiras.

Além da queda na produção, a cetose pode desencadear outros processos patológicos como a retenção de placenta, metrite, mastite, deslocamento de abomaso, esteatose hepática (doença do fígado gorduroso), estresses e falhas no manejo. Não é atoa que está é uma das maiores fontes de prejuízos na pecuária leiteira, sua presença nos rebanhos leiteiros, em produtores pequenos, médios e grandes, é mais comum do que parece. Segundo estudos, a incidência pode chegar a quase 50% das vacas pós-parto.

A cetose ocorre durante o período de transição em vacas leiteiras, ou seja, entre as últimas semanas de gestação e as primeiras semanas de lactação. Isto porque nesse período há um aumento significativo na demanda por energia, principalmente pós-parto. Associe essa alta demanda com uma baixa capacidade de ingestão de matéria seca pelo rúmen estar retornando ao seu desempenho máximo após o parto e temos o quadro de balanço energético negativo instalado. Ou seja, a vaca passa a utilizar mais energia do que ela é capaz de consumir na alimentação.

Em situação crônica de falta de energia, o organismo utiliza a oxidação dos ácidos graxos como fonte para suprir as demandas de energia, sobrecarregando o tecido hepático. O aumento dessa oxidação no fígado resulta em corpos cetônicos que são liberados na corrente sanguínea e que, em excesso nos tecidos, trazem danos à saúde do animal.

Mas como identificar a Cetose animal?

Os sinais iniciais abrangem: queda no consumo alimentar e na produção de leite, além de letargia e fezes mais firmes e cobertas por muco. Quanto mais a doença avança, há maior perda de peso, a vaca tende a ficar em postura arqueada, podendo haver odor de acetona no hálito, urina ou no leite. Embora a maioria dos animais apresente seu comportamento letárgico, alguns podem demonstrar agitação e agressividade. Além disto, as vacas podem lamber compulsivamente metais, comedouros ou a si mesmas. O andar pode ficar anormal, cambaleando e caminhando em círculos, ocasionalmente acontecendo quedas.

A verdade é que na maioria dos casos os sinais podem ser difíceis de perceber, pois estão em estado subclínico, e o melhor diagnóstico é realizado através de exames sanguíneos realizados por meio de equipamentos específicos para mensuração dos níveis de beta-hidroxibutirato no sangue, que é um indicador da ocorrência de cetose.

Métodos de prevenção:

É difícil fazer recomendações gerais, como uma receita de bolo para a prevenção dessa doença, já que trata-se de um distúrbio multifatorial, ou seja, onde são muitas as condições que favorecem o surgimento. Principalmente com a variedade de estratégias alimentares que temos, que variam de modo geral desde aqueles que formulam sua própria dieta (cada uma com componentes diferentes) ou aqueles que utilizam de rações completas, que também são muitas as opções no mercado.

A alimentação com silagem de baixa qualidade, dietas com pouca fibra e doenças que provocam uma diminuição na ingestão de alimentos, por exemplo, podem aumentar a chance da ocorrência de cetose. Dê atenção especial à oferta de alimento e apetite do animal, de olho no condicionamento da vaca nesse período e garantindo dietas que favoreçam a manutenção do escore corporal ideal. Esse é um dos indicadores de que o metabolismo fisiológico está próximo do adequado. Cada período do ciclo de produção da vaca tem demandas nutricionais distintas e no pré-parto isso não é diferente.

Estratégias de reforço nutricional com concentrados e rações de maior oferta calórica pós-parto também é utilizado, mas tenha cuidado com o exagero que leva à acidose. Um bom nutricionista te indicará as melhores condições de dieta, para garantir inclusive um sistema metabólico em alto desempenho.

Vacas magras ou gordas no parto aumentam a chance de ter inúmeras doenças e distúrbios, entre elas a cetose.

A suplementação de vitaminas e minerais também garante uma melhor condição ao organismo, auxiliando na manutenção do estado fisiológico normal da vaca, prevenindo cetose e outras doenças que podem ocorrer durante este período.

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Por fim, há opções complementares úteis ao produtor. Aditivos como propileno-glicol e o propionato de sódio, considerados uma fonte energética complementar nos últimos dias de gestação e/ou início da lactação, pode ser útil. E uma tecnologia já consolidada em países da Europa e América do Norte é a suplementação nutricional por meio de bolus intraruminais. São como grandes comprimidos com composições específicas para dar o suporte complementar que as vacas precisam.

A Kersia trouxe para o Brasil essa tecnologia incrível, em uma linha completa para suporte em momentos críticos como a cetose. Entre eles o Bolifast Physiologic e o Bolifast Rumen são dois produtos que auxiliam as vacas a melhorar o desempenho hepático e ruminal.

Bolus Physiologic é focado no suporte ao fígado no período de pré-parto. Rico em colina e metionina protegidas, ele potencializa as funções do fígado deixando-o preparado para o período de parto e lactação. Com isso, os riscos de esteatose hepática e cetose são reduzidas.

Bolifast Rumen atua em duas frentes: (1) continua fornecendo ao fígado protetores hepáticos e auxiliando a prevenção de cetose com colina, metionina, betaína e niacina; e (2) auxilia no equilíbrio ruminal, aumentando seu desempenho digestivo e reduzindo incidência de acidose, contando com o suporte de outros elementos nutricionais como bicarbonato de sódio e leveduras. B. Physiologic e B. Rumen ainda auxiliam na retomada de apetite por parte das vacas.

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