A mastite é uma doença que ataca a glândula mamária, a qual interfere diretamente na função do órgão e diminui a produtividade e a qualidade do leite. A interação entre os microrganismos, as vacas, o ambiente e as práticas de manejo criam condições favoráveis à contaminação mamária.

Após a ordenha, o esfíncter normalmente permanece aberto por cerca de 40 minutos ou até mais de 1 hora e meia, dependendo da idade do animal e intensidade do estímulo. No caso de tetos lesionados, esse tempo aumenta consideravelmente, permitindo maior oportunidade para entrada das bactérias no canal do teto.

A presença de lesões severas com hiperqueratose pode aumentar o risco de infecções tanto por patógenos ambientais quanto por contagiosos.

O efeito das lesões de tetos na contagem de células somáticas mostra que a prevalência de mastites e o aumento de CCS dependem da gravidade das lesões, isto é, quanto mais grave o grau de hiperqueratose encontrado, maior os valores de CCS e também a incidência de mastites clínicas e subclínicas.

Manter a extremidade dos tetos em boas condições é extremamente importante, pois a musculatura do esfíncter desempenha um papel fundamental na contração do canal do teto mantendo-o fechado entre as ordenhas, o que impede a entrada de patógenos no interior da glândula mamária. Essa ação é auxiliada por células maduras de queratina, presentes no canal do teto e juntos representam a barreira primária na resistência às mastites.

Apesar dos prejuízos causados à saúde da glândula mamária pelas lesões de tetos, devemos lembrar que alguns manejos podem auxiliar na manutenção da integridade dos tetos, na redução da CCS e na prevenção de mastites, tais como: regulagem periódica do equipamento de ordenha, manejo correto de ordena (pré e pós-dipping), com uso de soluções glicerinadas de pós-dipping; fornecimento de alimentação após a ordenha para que os animais permaneçam de pé até o fechamento do esfíncter; maior atenção na retirada das teteiras fechando o vácuo logo após cessado o fluxo de leite; manter equipamentos, instalações e pastagem limpos.

Podemos falar que o cuidado com os tetos dos animais é de extrema importância para a saúde do animal, de forma a evitar custos desnecessários com tratamentos e ainda fatores que contribuem para alavancar a entrada de microrganismos no teto, que podem afetar a produtividade deste animal. Pois mesmo sendo uma mastite subclínica que muitas vezes não é identificada no momento adequado causa uma série de transtornos na propriedade, podendo contaminar todo o rebanho.

 

Referências:

https://www.milkpoint.com.br/colunas/marco-veiga-dos-santos/lesoes-nos-tetos-causam-aumento-da-ccs-e-na-incidencia-de-mastite-62270

https://www.passeidireto.com/arquivo/79290406/apostila-mastite-final