O agrupamento tem como objetivo principal a formação de grupos de animais com demanda semelhante de nutrientes. Dessa forma, é possível uma maior eficiência no aproveitamento dos nutrientes, pois a dieta fica cada vez “mais específica” para atender aquela demanda do grupo, não tendo grandes perdas por excesso ou falta de nutrientes, causando supercondicionamento dos animais ou perdendo em produção de leite, respectivamente.

Além do que, no rebanho brasileiro, existe uma grande variabilidade genética, diferindo bastante a produção de animais em início de lactação daqueles que estão no meio/fim da lactação, necessitando ainda mais de um agrupamento adequado das vacas. Outro importante benefício do agrupamento é a possibilidade de redução nos custos com a dieta, pois animais com demanda baixa permitem uma maior inclusão de forragem na dieta, esta que é um ingrediente com menor custo em relação aos alimentos concentrados, dessa forma, a dieta fica mais barata por animal/dia.

Um dos principais critérios e também o mais usado é a Produção de Leite, pois define o quanto de nutrientes a vaca precisa para produzir aquela quantidade de leite.  As vacas são agrupadas de acordo com a produção, ou seja, vacas de alta produção no lote de vacas com alta demanda, vacas de baixa produção no lote de vacas com baixa demanda.

Outra questão muito importante seria a possibilidade de alocar separadamente as primíparas das multíparas, pois, além de ter uma demanda de nutrientes para crescimento e lactação, as primíparas sofrem mais com disputas nas interações sociais, pois são animais subordinados.