As INs 76 e 77 começarama valer a partir do final do mês de maio. Vem com a gente descobrir como reduzir a CCS e CBTpra estar dentro das normas!

As Instruções Normativas 76 e 77 foram publicas em novembro de 2018, mas começaram a vigorar entre o fim de maio e o começo deste mês de junho. Elas trazem diversas novidades para a cadeia produtiva do leite, da produção à etapa final de industrialização.

Quer saber tudo sobre as IN 76 e 77 e como elas impactam na rotina do produtor? Então clique aqui e confira o post que preparamos para te contar tudo sobre elas!

Entre os vários critérios exigidos para cadeia leiteira nas IN 76 e 77 está a qualidade do leite e seus parâmetros biológicos, o que merece total atenção! Para o leite cru refrigerado, a média geométrica trimestral para contagem bacteriana total (CBT) seguem sem poder ultrapassar médias trimestrais de 300 mil UFC/mL, com frequência mínima mensal. Porém, a CBT máxima no estabelecimento, antes do beneficiamento, é de 900 mil UFC/mL, exigindo maior controle por parte dos laticínios. Para leite cru refrigerado tipo A se mantém os 10 mil UFC/mL, mas com alterações na periodicidade das análises, as quais devem ser quinzenais.

Para a contagem de células somáticas (CCS), a média geométrica trimestral máxima também se mantém, com média geométrica trimestral máxima de 500 mil céls/mL para leite cru refrigerado e análises mensais. Para leite cru refrigerado tipo A, a média geométrica trimestral máxima de 400 mil céls/mL é estabelecido, também com análises quinzenais.
Os parâmetros de sua propriedade estão fora dos limites das normativas? Dúvidas de por onde começar? Não tem problema, a gente te explica! Confere só:

A CBT:
Para a CBT não há mistério, a higiene é o fator primário. Seguindo os seguintes pontos, é possível manter a CBT muito abaixo do limite:

  • Adequada limpeza e sanitização da ordenhadeira e do tanque de leite;
  • Ordenhadeira com funcionamento e manutenção em dia, principalmente dos periféricos;
  • O leite deve ser coado antes de ser colocado no tanque através do filtro em ordenhadeiras mecânicas, que teve seu uso estabelecido com as novas INs, inclusive;
  • Pré-dipping eficiente na higienização dos tetos;
  • Toalhas de papel ou tecido devidamente limpas e asseadas;
  • Manter as teteiras longe do piso no momento de colocar nos tetos, para evitar que suguem sujeira para o sistema;
  • Descarte do leite de vacas com mastite clínica (alto nível de contaminação bacteriana);
  • Garantir a correta refrigeração do leite no tanque.

A CCS:
Esse já é um critério mais trabalhoso para se alcançar. Depende de algumas ações e variáveis, mas não é nenhum bicho de sete cabeças.

° Uma das ferramentas mais importantes para contornar a CCS alta é o controle dos casos de mastite no rebanho e o devido descarte do leite de vacas identificadas com casos clínicos. O leite de apenas uma vaca com mastite clínica é capaz de alterar consideravelmente o nível de CCS no tanque.

° As boas práticas de manejo de ordenha, incluindo o respeito ao tempo ideal de preparo da vaca para ordenha, testes periódicos de contagem de células somáticas, tratamento correto de casos de mastite existentes, descarte de vacas com mastite crônica ou CCS persistentemente elevada, dentre outras ações, tem grande influência no aparecimento de novos casos de mastite e aumento da CCS. A desinfecção com produtos de pré e pós-dipping também é um desses fatores. Você pode conhecê-los clicando aqui.

° Os produtos de pré e pós-dipping, inclusive, além de desinfetar os tetos, eliminando patógenos, também devem oferecer cuidados cosmético para a saúde da pele dos tetos. Tetos ressecados, com rachaduras ou outras lesões acumulam maior sujidade e, constantemente, apresentam maior nível de CCS e novos casos de mastite. Ordenhadeiras mecânicas desreguladas, com teteiras velhas, ou ordenha manual agressiva também podem causar esses problemas.

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° A higiene do espaço ocupado pelas vacas também é fundamental para manter a CCS baixa, afinal, também ajuda a evitar casos de mastite. Um ambiente sujo irá acumular bactérias e outros microrganismos, que aumentam as chances de infecções no úbere. Então atente-se para a limpeza de pisos, paredes, contenções, baias, e claro, do equipamento de ordenha e todos os objetos que entram em contato com o animal. Ah, e não esqueça das mãos do ordenhador! Elas são importantefonte de contágio caso não estejam bem higienizadas.

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° Outra dica que pode ajudar é a remoção dos pelos do úbere. Pelos muito longos podem acumular água e sujeira, como esterco, partículas de cama, barro, entre outros, contaminando as teteiras e os próprios tetos.

° Atente para a limpeza e manutenção das camas dos free-stalls. Camas sujas, úmidas e sem reposição adequada favorecem a multiplicação de bactérias e aumentam a exposição dos tetos à patógenos. Uma orientação profissional pode lhe ajudar quanto ao correto manejo de cama. Em sistemas de compost barn deve-se também ter atenção a esses e outros fatores, como revolvimento da cama e lotação. Se as vacas chegam à sala de ordenha sujas é provável que o manejo da cama precise ser revisado. E lembre-se, vaca suja tem maior chance de ocorrência de mastite ambiental!

° As camas e a higiene dos currais das vacas secas também necessitam de atenção especial, uma vez que a imunidade destes animais é mais baixa na época do parto. Além disso, no momento do parto, o úbere e o trato reprodutivo estão abertos para o ambiente e, com a função imunológica baixa, é fácil desenvolver infecções. Por isso, é ideal que cada vaca tenha o parto em um curral limpo e com camas novas.

° Atenção aos seu equipamento de ordenha! Pulsadores e os controladores de vácuo mal regulados, projetados de forma incorreta ou sujos podem não funcionar direito e machucar os tetos, o que facilita o desenvolvimento de infecções intramamárias. Além disso, conjuntos de ordenha e jetters mal higienizados também são fontes contaminantes. Garanta sempre uma higiene adequada do equipamento de ordenha.

° O manejo nutricional adequado influencia na ocorrência de mastite de várias formas. Uma nutrição correta para todas as vacas (lactantes ou em período seco), rica e equilibrada em nutrientes, proporciona um sistema imunológico mais forte. Além disso, distúrbios digestivos como a cetose podem também desencadear casos de mastite. Fique de olho.

° O bem-estar animal, garantido através de um manejo correto, espaço suficiente para os animais, abundante água potável e alimentação balanceada podem ajudar muito a reduzir os níveis de estresse do rebanho. Animais estressados apresentam altos níveis de hormônios que suprimem a função imunológica, facilitando o adoecimento.

° A idade e genética das vacas também faz diferença no nível de CCS, tendo casos de vacas com CCS mais elevada e sem nenhuma infecção, nem mesmo subclínica. A seleção de vacas com genética de menor nível de CCS e controle da idade à nível de vaca e de rebanho devem ser muito bem estudas, analisando cuidadosamente os custos e benefícios de se substituir vacas mais velhas ou com maior nível de CCS no leite por outra com leite mais “limpo”, pois a substituição de uma vaca não é barato, principalmente se for um animal produtivo.

Gostou destas dicas? Então clique aqui e confira mais informações que podem te ajudar a manter o seu rebanho saudável e a sua produção em constante crescimento!

Para conferir essas e outras definições das normativas podem ser acessadas nos links oficiais : IN 76 e IN 77.

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